O que é Yoga, heim?

O Yoga é simples!

Entendê-lo através de palavras é que complica um pouco. Talvez fique mais fácil começar dizendo o que o Yoga não é.

 

Primeiro: Yoga certamente não é religião, apesar de termos o Bhakti Yoga que é uma linha do Yoga que privilegia o elogio aos Deuses do Hiduismo. Em sua prática, o Bhakti Yoga nada mais é do que a elevação de aspectos presentes no ser humano e na natureza. Seu simbolismo remonta a sabedoria e a ética universal sobre o amor em todas as suas consequências: perdão, tolerância, solidariedade e até mesmo a guerra…

O Yoga também não uma ginástica, apesar do Hatha Yoga ter como seu principal veículo o corpo.

Yoga, muito menos é uma ciência ou uma filosofia, apesar da busca pela liberdade e por nos ensinar a viver melhor.

Atualmente um professor de que gosto muito disse: Yoga é cultura. E ele não está errado. O Yoga realmente muda as pessoas em um mesmo sentido. O yogues em geral tem saúde, tem calma, aparentemente sofrem menos e muitas vezes tornam-se vegetarianos, mas certamente não é preciso comer como um indiano, vestir-se como um indiano, celebrar as festas dos indianos ou mesmo ir para a Índia para ser um yogue. Se é que o professor considerava esses elementos quando pensou no termo cultura.

 

Prefiro voltar-me para a definição do Yoga Sutra – documentos mais antigo que se conhece sobre Yoga. E esta definição, certamente também não será imune as falhas da tradução, falhas da própria linguagem e da interpretação da professora que vos fala.

Mesmo assim vamos arriscar: Yoga é a capacidade de lidar com a mente.
E a prática do Yoga, seja em que linha for, é o esforço para manter-se nesse equilíbrio, nesse domínio da mente.

Em outras palavras, podemos dizer que o yogue percebe que ele é maior do que a sua mente; e ainda, que a mente é maior do que seu cérebro. O yogue quer tornar-se mestre da sua mente para que ela lhe ajude a cumprir seu dever nesta vida.

Complicou?
Então, siga o conselho de um dos mestre da nossa era, Pattabhi Jois. Ele dizia: “Pratique e tudo virá”. 


De forma simple, P. Jois nos disse o essencial. Com a prática todo o entendimento virá em forma de força individual, de escolha pessoal para viver a própria vida da melhor forma, principalmente diante de desafios incríveis que podem surgir.
Todo yogue tem na sua prática o seu grande tesouro. Um tesouro que muda a sorte do praticante. Quantas e quantas vezes não ouvi espontaneamente de meus alunos frases como: “meu dia é melhor quando faço meu sádhana de manhã” ou “preciso voltar pra yoga, eu era outra pessoa quando praticava”…

O Yoga vai mudando a sorte daquele que se dedica, e quanto mais dedicação mais “sorte”.
Então, eu te convido, VAMOS PRATICAR!